Pular para o conteúdo principal

PENA MÁXIMA NO BRASIL


Começa o julgamento de Elize Matsunaga – quatro anos depois do crime porque isso aqui é Brasil –, aquela que fez o marido de sushi.
Para quem não está lembrado, ela tinha uma relação conturbada com o Marido, Marcos Matsunaga, dono da empresa Yoki. E numa bela noite de maio de 2012, ela esquartejou o marido – para quem não sabe, esquartejar é cortar algo ou alguém em pedacinhos como se fosse um cozido de legumes. E no meio do julgamento o advogado de Elize disse que ela fez isso em legítima defesa. Bom, deve ter alguma coisa errada.
Tudo bem que na noite em que ela matou ele, segundo ela o mesmo tinha dado um tapa na cara dela e vinha traindo-a constantemente. Mas talvez uma separação resolveria as traições e talvez uma delegacia para mulheres resolveria as agressões dele contra ela. Então pense bem antes de esquartejar alguém, porque você pode ter outras opções mais leves para escolher.
Mas o que me deixa mais intrigado, porém, não é o esquartejamento do sujeito – isso não me intriga, isso me choca. Me choca pra cacete. O que mais me intriga é a pena máxima que ela teve diante desse crime sem adjetivos. 24 anos. 24 anos de cadeia para um ser humano que comete um homicídio que tem que ter muito estômago. E olha que ela pode sair antes – pode não, claro que ela vai sair antes. Daqui no máximo a 8 anos ela já saiu da prisão por conta de bom comportamento e trabalho. – Uma coisa interessante é que antes de eles se conhecerem e se casarem, Marcos achou Elize num site de garotas de programa. Então imagine qual vai ser colaboração dela para sair da prisão.
Nada contra as garotas de programas, respeito-as demais. Inclusive... deixa pra lá.
Eu fico imaginando qual foi o critério do juiz para esse “tempo todo” de prisão:
JUIZ – Bom, segundo a lei, um tiro certeiro são 10 anos de prisão, corpo esquartejado 70 anos, o trabalho de colocar o corpo em três malas 20 anos e ocultação de cadáver 45 anos. Levando em consideração que você confessou o crime, 24 anos de detenção está de bom tamanho. Podendo ser reduzido para 10 anos se você me der uma chupadinha diariamente.



- Ayrton Miguel

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DIVAS DO PORTÃO

Quem é que não tem aquelas vizinhas que ficam de plantão em seus portões 25 horas por dia para ficarem ligadas em tudo que acontece no bairro? Todo mundo tem! Isso é um mal que cerca a humanidade em todo canto do mundo, gerações após gerações. É uma herança, um legado que as velhas fofoqueiras deixam para as suas gerações seguintes. Quando a velha morre – por que normalmente essas pessoas são mulheres idosas – a filha já está dando continuidade ao que ela fazia, e a neta já cresce neste meio aprendendo todas as manhas, e assim sucessivamente. Elas são o verdadeiro Posto Ipiranga, pois sabem todas as informações sobre qualquer coisa. Essa espécie é que nem baratas: morre dez hoje, mas nasce trinta amanhã. Em um só lugar existem muitas delas, mas normalmente tem uma que supera todas. A fofoqueira rainha! Essa senhora sempre acorda às 6 horas da manhã, senta numa cadeira em frente ao seu portão e começa a sua rotina de cuidar da vida dos outros, e sempre que vê algo diferente trata log...

Nada mudou

Começamos o ano com o pé direito. Ou não? Eu nunca entendi muito bem essa definição que as pessoas usam pra falar de uma coisa bem ou mal feita.  Pra mim, isso é uma prova de que os canhotos são descriminados. E de fato são mesmo.  Se nós formos usarmos essa definição, sugiro nós usarmos o pé esquerdo, sim, o  pé esquerdo. E porque começamos o ano com o pé esquerdo?  Pois bem. Na verdade nós não terminamos nenhum ciclo quando o ano  acaba,  apenas damos continuidade ao ciclo. Na prática, a virada de ano  é só mais um dia após o outro, apenas mais um dormir e acordar. A única mudança radical é na data, pois de fato é complicado se acostumar com a data do novo ano nas suas anotações, ou quando você vai colocar a data no cabeçalho da matéria do colégio. Acho engraçado quando vejo pessoas que não se falaram o ano inteiro se abraçando e se beijando quando dá meia noite, e logo depois volta tudo a...