Uma coisa que todo mundo tem ou já teve, é apelido. Uns tem
os seus personalizados, os outros ficam com os tradicionais, como: fundo de
garrafa, bicho pau, pneu de avião, rolha de poço, e por aí vai. O “rolha de
poço” pra mim era o mais engaçado na época de moleque. Dava uma sensação
prazerosa em chamar os gordinhos assim, ainda mais quando se é magro. Era mais
engraçado ainda colocar esse apelido nas meninas, pois sempre tem aquela rixa entre
meninos e meninas. Ou elas ficavam sem graça e enfiavam a cabeça delas num
buraco, ou então me batiam. Mas com o passar do tempo, você fica mais velho e
vê que não é legal continuar zoando as pessoas assim, é muito constrangedor. Mas
que era legal fazer isso na infância, era.
Eu por exemplo, me sinto um pouco frustrado por não ter tido
um apelido quando eu era criança. Todo mundo da turma tinha, menos eu. Os que
tinham não gostavam, porque de fato eram uns apelidos bem ruins, e eu que não
tinha me sentia isolado.
Passei a ter apelido na adolescência, lá para os dezesseis
anos – que foi quando eu comecei a deixar o cabelo crescer. Alguns amigos começaram a me chamar de Cazuza.
Prefiro acreditar que colocaram esse apelido em mim só por causa do cabelo
mesmo, pois eu não canto, não cheiro e não sou viado. Um outro que colocaram em
mim se chama “Sambô”. Pra quem não sabe, Sambô é um grupo de música que mistura
vários ritmos. Fui pesquisar sobre isso assim que colocaram esse apelido em
mim, porque até em então eu não sabia. Fiquei intrigado com isso e fui saber o
porque. O motivo era que o vocalista tem o cabelo parecido com o meu. Eu achei que não tinha nada a ver. Mas é
sempre assim, quando fazem uma comparação dizendo que você é igual a alguém,
pra você não tem nada a ver, mas pra quem fez a comparação é a coisa mais
idêntica do mundo.
Bom, pelo menos os meus apelidos tem alguma semelhança. Pior
são os apelidos que não tem nenhuma coerência com o motivo, esses são hilários.
Como por exemplo:
– Por que o seu apelido é Cotoco?
– Ah, porque eu sou muito magro.
Você fica com aquela cara de “explicou muita coisa”, e a
pessoa começa a contar uma história pra explicar o motivo do apelido. Só no
decorrer da história que passa a ter sentido – ou não.
Tem pessoas que tem apelidos há tanto tempo que chega a ser
natural chamá-las dessa forma – até os pais chamam pelo apelido. Tão natural
que devia ter um cartório para registrar apelidos, pois quase não são chamadas
pelo nome.
- Ayrton Miguel
Gostei Muito da nova crônica. Eu quando era criança , tinha tantos apelidos que parecia quase um bullying . Eu era chamada de formiga , de anã de jardim , de vassourinha infantil ... E tudo isso só por causa do meu tamanho . Agora isso parou um pouco. As pessoas agora me chamam mas pelo nome , mas sempre tem aquele seu amigo de infância que te encontra na rua e grita bem alto o seu apelido. Fico super sem graça , mas levo na brincadeira kkkkkkk'
ResponderExcluirVocê tocou num assunto importante, o blullying. Isso é um problema sério e causa grandes desastres em jovens.
ExcluirMuito bom, eu tinha cada apelido que eu prefiro nem lembrar... A maioria nem tinha coerência comigo.
ResponderExcluirNão tive uma boa experiência na minha infância em relação a apelidos haha. Mas realmente, tem gente que a gente chama tanto pelo apelido que até esquece o nome da pessoa haha
ResponderExcluirPerfeito! Tenho apelido familiar,Fesso.
ResponderExcluirMeus alunos me chamam de Megamente,cai na "besteira" de revelar também outro,Patolino ! Diversão garantida ! Eles mostram respeito deste jeito !kkkk
Um cara no meu trabalho tinha olhos azuis e a cara feia.
ResponderExcluirApelido: Piscina na favela! kkkkkkkkkkkkkkk
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir" Devia ter um cartório. " kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk show
ResponderExcluirolha... muito legal essa crônica sobre apelidos... a final de contas muitos passam por isso seja na infância ou na adolescência... mais em fim, todos passa... eu tb tive meus apelidos, e por sinal eram sempre coisas obvias... pra quem me conhece, não seria preciso explicar nenhum deles... o mais engraçado é q cada um marcou uma época na minha vida... quando mais novo eu era chamado de ''NENÊM''... até então normal, porém, se não fosse o tamanho um pouco meio muito exagerado pra caramba abeça, acabou se tornando hilário pela controvérsia... afinal de contas uma pessoa com 2,02M e sendo chamado de nenêm... mais em fim... e quando entrei pra carreira de músico me deram o apelido de '' GIGANTE'' ... esse foi adquirido por conta de uma música do Grupo Molejo 'Música: Cilada'' quem a banda criou uma dinâmica nesta música pra poder me apresentar ao público como novo membro da banda... pra quem não conhece a música, ai vai o trecho dela na qual saiu meu apelido e de onde foi criada a tal dinâmica ''...Quase morrendo de cansaço
ResponderExcluirPálido e me sentindo mal
Me trouxe um wisky bem gelado
Me fez um brinde sensual
Aquele clima envolvente
Acelerou meu coração
Chegou um 'GIGANTE' de repente
gritando sujou, te peguei ricardão...''
...
bom... gostei muito dessa postagem sobre apelido... e assim fica aki a minha colaboração...
forte abraço filhão...
Quantos apelidos existem. Conheci apelidos como Rabicó e Quindim, personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo, dado a 2 irmãos, quando era criança. Até Saddam era apelido. A origem dos apelidos, às vezes era um nada a ver. Após ler esta crônica, fico lembrando dos apelidos. Uns continuam até hoje,e vejo o quão fértil é a imaginação para a origem dos apelidos. Uns apelidos nem se sabe de onde vieram. Apenas são, e a pessoa apenas tem.
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